O Valor Econômico fez uma reportagem avaliando as atividades e os resultados do ano de 2016 para o mercado brasileiro de Parcerias Público-Privadas.

Apesar de fazer algumas projeções para 2017, a reportagem não poupa críticas ao tímido avanço das PPPs durante esse ano, na avaliação do repórter Luciano Máximo, que ouviu o Presidente da Vivante, Philippe Enaud; o sócio da Radar PPP e coordenador do Portal PPP Brasil, Bruno Pereira; e o sócio da Radar PPP, Guilherme Naves.

Abaixo, seguem trechos da entrevista do sócio da Radar PPP, Guilherme Naves.

Guilherme Naves, do Radar PPP, pondera que 2016 foi um “ano atípico”. “Considerando recessão econômica, instabilidade política, restrição de gastos públicos, eleições municipais, acho que foi um ano bom. Se comparar, por exemplo, com o ano das eleições municipais anteriores, em 2012, houve quase o dobro de editais lançados em 2016“, diz Naves.

Ele argumenta que, com projetos bem feitos, as PPPs podem ser solução para o investimento público, bastante afetado pela crise fiscal generalizada. “Ao mesmo tempo que atrapalha, porque há menos recursos disponíveis para fazer investimentos, a situação fiscal periclitante acelera a busca por meios mais eficientes de realização do gasto público, algo que normalmente se encontra nas PPPs, por isso entendo que a situação fiscal tanto compromete quanto contribui“, completa Naves.

“[Além dos projetos de iluminação pública] É razoável apostar também que poderes públicos queiram conceder a gestão de alguns de seus ativos para a iniciativa privada em regime de PPPs, tais como centros de convenção, teatros, parques urbanos, zoológicos e até unidades de conservação. Projetos de resíduos sólidos e saneamento também são apostas seguras para 2017“, projeta Naves.

A reportagem fala que 9 contratos de PPP foram assinados em 2016, mas 2 outros contratos foram assinados desde que esses dados foram enviados pela Radar PPP para o Valor Econômico. Logo, o número de contratos de PPPs assinados em 2016 foi igual ao de 2015: 11 contratos.

A íntegra da reportagem pode ser acessada clicando aqui.